Carbonara e o mundo volta a ter equilíbrio!
segunda-feira, 2 de novembro de 2015
sexta-feira, 30 de outubro de 2015
Sou Penelopy, me ame assim.
Me dê sua atenção, te chamo no latido de minha surdez, um desafinado som porque nem sequer me escuto mais. Quero o biscoito, a comida saída da latinha baixinha, sabe? Lembrou? esse é o carinho quentinho na minha alma. Acho que me lembro da infância na nossa casa de dois andares. Lá era comida de verdade.
Vamos pra fisioterapia hoje? ah, não! tá frio e a cama boa. Ta bom... você coloca a comida da latinha aí acho que acordo de vez e vamos. Ah, é aquele carinha do taxidog? saco! vou ficar com medo de novo, sorte que na fisiovet tem a minha outra caminha.
Me chamam de turrona, rabugenta nem se lembram que cresci junto e cuidei de dois garotos durante meus dezessete anos, subi e desci muita escada para saber se estavam bem e em casa, isto me valeu longos dias entrevada sem poder andar com dores, sem reclamar.
Que fiz duas grandes cirurgias, daquelas de mulher nenhuma passar sem depressão, aguentei os curativos, a roupa justa e o cone de proteção e nem por isto chorei à noite, mordi meus enfermeiros de casa nem do hospital, sempre fui dócil. Mordi canelas, sim. Quem não faria? aquele pedreiro estava pulando a janela de casa e o síndico apareceu do nada na escada pareciam suspeitos. Agressão somente em defesa dos humanos que moram comigo, estes defendo, defendo sim e cuido e cuidei por dezessete anos.
Abanei muito o rabo e fiz festinha nas chegadas destes humanos. Ah...quando bebê ainda, tinha a urina fácil quando me emocionava com estas chegadas e também por medo. Medo de descer para andar na portaria (para quê precisavam me levar? era tudo tão fora do controle! era tudo tão maior do que eu!).
Tento me defender da visão que me falta, da surdez que me torna frágil, das pernas que não ajudam mais.Nem agrido ninguém, nem mesmo latir. O latido só é pra dizer que preciso de ajuda. Que não consigo andar, que estou com fome, que não sei onde está minha comida...só pra você não se esquecer...hoje sou eu a frágil.
Sabia há pouco tempo reconhecer o vulto daquela humana trazendo o biscoito, a vasilha com água fresca. Hoje me guio apenas pela luz e o branco das paredes. Nem sei como era enxergar antes, então isto é estar viva e dizer me cuide, me dê seu minuto mas me dê só quando eu preciso me sentir segura, chegar sem avisar me assusta, levantar a mão pode ser que vai alcançar e ferir meus olhos ou machucar meu focinho. Meu espaço, só percebo estar mantido se chegar de mansinho, me tocar onde não sinto a dor da idade, que até nem me queixo nós duas temos um acordo de respeito... E assim continuo, cochilando, me virando e vivendo com você na nossa história para jamais nos esquecermos de como podemos ser felizes sem invasão e com respeito.
Sou uma anciã jovem amando os passos por onde ainda posso ir, com a presença de outros passos conhecidos, à frente, a me guiarem.
Apenas me ame à distância e hora certa do respeito pela minha idade.
Não sou rabugenta, sou Penélope ainda ˜a charmosa˜, apenas uma idosa na nossa família.
Vamos pra fisioterapia hoje? ah, não! tá frio e a cama boa. Ta bom... você coloca a comida da latinha aí acho que acordo de vez e vamos. Ah, é aquele carinha do taxidog? saco! vou ficar com medo de novo, sorte que na fisiovet tem a minha outra caminha.
Me chamam de turrona, rabugenta nem se lembram que cresci junto e cuidei de dois garotos durante meus dezessete anos, subi e desci muita escada para saber se estavam bem e em casa, isto me valeu longos dias entrevada sem poder andar com dores, sem reclamar.
Que fiz duas grandes cirurgias, daquelas de mulher nenhuma passar sem depressão, aguentei os curativos, a roupa justa e o cone de proteção e nem por isto chorei à noite, mordi meus enfermeiros de casa nem do hospital, sempre fui dócil. Mordi canelas, sim. Quem não faria? aquele pedreiro estava pulando a janela de casa e o síndico apareceu do nada na escada pareciam suspeitos. Agressão somente em defesa dos humanos que moram comigo, estes defendo, defendo sim e cuido e cuidei por dezessete anos.
Abanei muito o rabo e fiz festinha nas chegadas destes humanos. Ah...quando bebê ainda, tinha a urina fácil quando me emocionava com estas chegadas e também por medo. Medo de descer para andar na portaria (para quê precisavam me levar? era tudo tão fora do controle! era tudo tão maior do que eu!).
Tento me defender da visão que me falta, da surdez que me torna frágil, das pernas que não ajudam mais.Nem agrido ninguém, nem mesmo latir. O latido só é pra dizer que preciso de ajuda. Que não consigo andar, que estou com fome, que não sei onde está minha comida...só pra você não se esquecer...hoje sou eu a frágil.
Sabia há pouco tempo reconhecer o vulto daquela humana trazendo o biscoito, a vasilha com água fresca. Hoje me guio apenas pela luz e o branco das paredes. Nem sei como era enxergar antes, então isto é estar viva e dizer me cuide, me dê seu minuto mas me dê só quando eu preciso me sentir segura, chegar sem avisar me assusta, levantar a mão pode ser que vai alcançar e ferir meus olhos ou machucar meu focinho. Meu espaço, só percebo estar mantido se chegar de mansinho, me tocar onde não sinto a dor da idade, que até nem me queixo nós duas temos um acordo de respeito... E assim continuo, cochilando, me virando e vivendo com você na nossa história para jamais nos esquecermos de como podemos ser felizes sem invasão e com respeito.
Sou uma anciã jovem amando os passos por onde ainda posso ir, com a presença de outros passos conhecidos, à frente, a me guiarem.
Apenas me ame à distância e hora certa do respeito pela minha idade.
Não sou rabugenta, sou Penélope ainda ˜a charmosa˜, apenas uma idosa na nossa família.
segunda-feira, 26 de outubro de 2015
Beauvoir nos cabelos
Nem por isto o castanho e mais, sim, o loiro inesperado.
E por que Beauvoir?
Por descabelar,
Rebelar,
Retorcer,
Desarrumar,
Surpreender!
Espelhar no imperativo.
O loiro impossível do quem posso e sou, e daí?
Inquietude em seqüência de longos dias, tédio de dias indo e vindo e explodidos em fios blonds, pelo acaso tropecei naquelas fotos.
Aquelas imagens autodescritivas poderiam ou mesmo tinham legenda, mas estava fácil, nada a acrescentar: estava ali! O equilíbrio do planeta de volta! Ali entendi novamente o processo dos passados cabelos azuis e roxos traduzindo o que se passava por dentro. Como pude deixar aquela sensação boa da irreverência tanto tempo longe de mim? Agora sim, senti poder de novo.
Aqueles cabelos na certa são a legenda dos dias de hoje. Tradução em silver e black do impossível.
Importa o jeito. Desprogramável na mesma vida.
Improviso sem Chopin e com Ravel.
E por que Beauvoir?
Por descabelar,
Rebelar,
Retorcer,
Desarrumar,
Surpreender!
Espelhar no imperativo.
O loiro impossível do quem posso e sou, e daí?
Inquietude em seqüência de longos dias, tédio de dias indo e vindo e explodidos em fios blonds, pelo acaso tropecei naquelas fotos.
Aquelas imagens autodescritivas poderiam ou mesmo tinham legenda, mas estava fácil, nada a acrescentar: estava ali! O equilíbrio do planeta de volta! Ali entendi novamente o processo dos passados cabelos azuis e roxos traduzindo o que se passava por dentro. Como pude deixar aquela sensação boa da irreverência tanto tempo longe de mim? Agora sim, senti poder de novo.
Aqueles cabelos na certa são a legenda dos dias de hoje. Tradução em silver e black do impossível.
Importa o jeito. Desprogramável na mesma vida.
Improviso sem Chopin e com Ravel.
segunda-feira, 31 de agosto de 2015
Summertime
E havia o grito passado feito mudo no sábado...
O rouco grito abafado de volta no sábado...
Havia seu grito ...
O mesmo sábado de SuperLua, do meu eufórico romantismo puxando para o outro lado...
E o grito da perda, ali, calado em summertime.
Em silêncio, em dor da perda nunca esquecida e para sempre estonteante.
Perda em sangue, em soluços calados em braços ensopados...tristeza e abandono,
orfandade eterna.
Que me culpem deuses pagãos ao amar sem enxergar, sem te tocar.
Apenas perdão.
Apenas perdão...três dias depois e, ...por favor, apenas perdão.
O rouco grito abafado de volta no sábado...
Havia seu grito ...
O mesmo sábado de SuperLua, do meu eufórico romantismo puxando para o outro lado...
E o grito da perda, ali, calado em summertime.
Em silêncio, em dor da perda nunca esquecida e para sempre estonteante.
Perda em sangue, em soluços calados em braços ensopados...tristeza e abandono,
orfandade eterna.
Que me culpem deuses pagãos ao amar sem enxergar, sem te tocar.
Apenas perdão.
Apenas perdão...três dias depois e, ...por favor, apenas perdão.
terça-feira, 21 de julho de 2015
Mon chien
Algum dia me deu preguiça levantar de madrugada, acalmar seu choro.
Deu cansaço fazer a mesma rotina... o limpa, troca, alimenta, cuida de sempre.
Imperfeito amor humano de cansaço e recuo.
Por muitas vezes pensei ser além do que consigo, por esgotar forças em outras atenções que de longe não trocaria.
Nenhum que tivesse carinho por mim igualável ao seu.
Nenhum capaz da expressão de lealdade quanto a sua.
Nenhum que reconhecesse minha presença mesmo sem enxergar, mesmo com sua rabugice e independência usuais, rebeldia de carinho de igual tamanho à reação eufórica em sentir minha presença.
Sem romantismo algum, vale lembrar, temos uma relação de recompensas feitas por estes dezessete anos entre carinhos e brigas, biscoitos e banhos, recompensas e desavenças.
Mas são dezessete anos.
Ser altiva mesmo com limites da visão.
Apresentar-se todos os dias mesmo no compasso da artrite.
Dezessete anos..., mais de oitenta dos humanos, quisera chegar a eles com esta calma na vida (mas sem os puns diários! aff !)
De uns tempos para cá, por um pouco de sabedoria tardia talvez, importa mais ter o sobressalto de sonhos me colocando de pé em madrugada fria que ter um grande vazio naquela caminha pequena.
O sacrifício é um pensamento muito rápido levado rápido pela realidade que se sabe lá quanto anos a mais teremos para nos vermos.
Sua rabugice me encanta, mostra charme.
Seus puns são graças revoltantes assumidas por essa família que você atura.
As cacas de Nagasaki são primores de Balzac ou Van Gogh...obras primas!
Veterinários são invejosos de plantão e sabemos deixá-los irritados, vencemos sempre!
Te carrego no coração, com seu jeito e meu jeito imperfeitos.
Me faz maior do que sou, me faz superar egoísmo diário, insistir sempre por você, babá de meu Paulinho, princesa desta casa, anjinho que a vida ainda me mantém e que me faz muito feliz, minha linda petzinha.
Deu cansaço fazer a mesma rotina... o limpa, troca, alimenta, cuida de sempre.
Imperfeito amor humano de cansaço e recuo.
Por muitas vezes pensei ser além do que consigo, por esgotar forças em outras atenções que de longe não trocaria.
Nenhum que tivesse carinho por mim igualável ao seu.
Nenhum capaz da expressão de lealdade quanto a sua.
Nenhum que reconhecesse minha presença mesmo sem enxergar, mesmo com sua rabugice e independência usuais, rebeldia de carinho de igual tamanho à reação eufórica em sentir minha presença.
Sem romantismo algum, vale lembrar, temos uma relação de recompensas feitas por estes dezessete anos entre carinhos e brigas, biscoitos e banhos, recompensas e desavenças.
Mas são dezessete anos.
Ser altiva mesmo com limites da visão.
Apresentar-se todos os dias mesmo no compasso da artrite.
Dezessete anos..., mais de oitenta dos humanos, quisera chegar a eles com esta calma na vida (mas sem os puns diários! aff !)
De uns tempos para cá, por um pouco de sabedoria tardia talvez, importa mais ter o sobressalto de sonhos me colocando de pé em madrugada fria que ter um grande vazio naquela caminha pequena.
O sacrifício é um pensamento muito rápido levado rápido pela realidade que se sabe lá quanto anos a mais teremos para nos vermos.
Sua rabugice me encanta, mostra charme.
Seus puns são graças revoltantes assumidas por essa família que você atura.
As cacas de Nagasaki são primores de Balzac ou Van Gogh...obras primas!
Veterinários são invejosos de plantão e sabemos deixá-los irritados, vencemos sempre!
Te carrego no coração, com seu jeito e meu jeito imperfeitos.
Me faz maior do que sou, me faz superar egoísmo diário, insistir sempre por você, babá de meu Paulinho, princesa desta casa, anjinho que a vida ainda me mantém e que me faz muito feliz, minha linda petzinha.
segunda-feira, 20 de julho de 2015
O simulacro
Debruçada sobre o baú de fotos antigas, a maleta das lembranças mais recentes.
O quase passado de há cinco meses.
Lá dentro, ela sabe, o conjunto das aparências espalhadas aos convivas de Babete permanece protegido. Pistas do contexto.
Olhos abertos, a legião de convivas displicente vagando pelo enredo de dois em pouco menos de uma geração desfilara e permanece ali a debochar dos revezes. Finos e seletos, o gosto oferecido àquelas línguas, os sons e mimos daquela dupla história devoraram o salão e as vidas. As fotos coloridas, o álbum de óperas e cinemas, as viagens, as declarações de amor em bilhetes e as fitas com certeza dormem confortáveis, acolhidos pelo passado recente, detalhes a comporem o nunca antes e o para sempre na carne de seletas trinta e cinco almas a se fartarem no mais completo êxtase de amor.
Protegidos pela memória a fazê-los verdade. A maleta como parte de uma vida.
Olhos abertos e dormência.
Perplexidade.
Espalhada nos pretextos de aventuras e prazeres, será possível ser apenas o simulacro de aparências de um passado recente? A vida revista. A profunda desesperança. Dor pelos passos a menos e os a mais sinalizados em outras direções. Como mariposas, voam imagens de outra boca dizendo "dearest", dentes exibindo alegria de memórias, passos sincronizados, dedos se esbarrando, almoço e livraria cultura. Caos! Desorientação.
Na tela de 72 polegadas, talvez mais, reportagem mostra Londres e o sub-texto das imagens se desfaz e remonta os passos ao Taste Museun, seguidos ao Shakespeare's Globe, a ponte sobre o Tâmisa, o antes irreal mundo imposto em sentimentos hoje parte inseparável de si mesma. As pistas na maleta, passado presente, vivo, reclamam a vontade louca pelos beijos dedicados, pela mão aquecida na nuca, a fala mansa, o gemido surdo. O amor.
O silêncio fora o exclusivo companheiro em dias, apagado, sofrido e respeitoso.
Esgotada, sem forças, embalada em margarita, devolve os sentidos abafados ao mundo vilão da realidade. Reclama o espaço, a promessa de amor, a fidelidade. Estranha e se estranha. Sofre em dobro.
Desmaio da alma.
Espreita está a vida, espera a calmaria, se esquece, se apaga, espera a maleta de memórias se reabrir e os dois se amarem como loucos
... no palco dos convivas,
...longe dos desejos de almas intrusas,
...para sempre olhar por dentro de seu doce amado e enxergar a mesma doçura feita em amor para uma vida inteira e para além dela.
Ficar ali, em suspense, aguardar a verdade se deixar passar e se enxergar mentira na ilusão deixada no passado.
Ser presente na maleta de memórias.
O quase passado de há cinco meses.
Lá dentro, ela sabe, o conjunto das aparências espalhadas aos convivas de Babete permanece protegido. Pistas do contexto.
Olhos abertos, a legião de convivas displicente vagando pelo enredo de dois em pouco menos de uma geração desfilara e permanece ali a debochar dos revezes. Finos e seletos, o gosto oferecido àquelas línguas, os sons e mimos daquela dupla história devoraram o salão e as vidas. As fotos coloridas, o álbum de óperas e cinemas, as viagens, as declarações de amor em bilhetes e as fitas com certeza dormem confortáveis, acolhidos pelo passado recente, detalhes a comporem o nunca antes e o para sempre na carne de seletas trinta e cinco almas a se fartarem no mais completo êxtase de amor.
Protegidos pela memória a fazê-los verdade. A maleta como parte de uma vida.
Olhos abertos e dormência.
Perplexidade.
Espalhada nos pretextos de aventuras e prazeres, será possível ser apenas o simulacro de aparências de um passado recente? A vida revista. A profunda desesperança. Dor pelos passos a menos e os a mais sinalizados em outras direções. Como mariposas, voam imagens de outra boca dizendo "dearest", dentes exibindo alegria de memórias, passos sincronizados, dedos se esbarrando, almoço e livraria cultura. Caos! Desorientação.
Na tela de 72 polegadas, talvez mais, reportagem mostra Londres e o sub-texto das imagens se desfaz e remonta os passos ao Taste Museun, seguidos ao Shakespeare's Globe, a ponte sobre o Tâmisa, o antes irreal mundo imposto em sentimentos hoje parte inseparável de si mesma. As pistas na maleta, passado presente, vivo, reclamam a vontade louca pelos beijos dedicados, pela mão aquecida na nuca, a fala mansa, o gemido surdo. O amor.
O silêncio fora o exclusivo companheiro em dias, apagado, sofrido e respeitoso.
Esgotada, sem forças, embalada em margarita, devolve os sentidos abafados ao mundo vilão da realidade. Reclama o espaço, a promessa de amor, a fidelidade. Estranha e se estranha. Sofre em dobro.
Desmaio da alma.
Espreita está a vida, espera a calmaria, se esquece, se apaga, espera a maleta de memórias se reabrir e os dois se amarem como loucos
... no palco dos convivas,
...longe dos desejos de almas intrusas,
...para sempre olhar por dentro de seu doce amado e enxergar a mesma doçura feita em amor para uma vida inteira e para além dela.
Ficar ali, em suspense, aguardar a verdade se deixar passar e se enxergar mentira na ilusão deixada no passado.
Ser presente na maleta de memórias.
sexta-feira, 17 de julho de 2015
Sempre aqui
Ao pé do cansaço, além dele, o doce esparramar em azul marinha e almofadas xadrezes, estampadas cores fortes de vida escolhida.
Nossa vida.
Aqui, ainda ao pé de cansaço imenso, vejo o dia primeiro da distância anunciada.
Seus cachos, depois o rosto, o ombro e toda veste negra sempre preferida se escondendo por trás do fechar da porta.
A falta. A saudade.
Em pé, ao meu lado, a presença do quente toque na nuca gelada, seguindo e sorvendo o frio. Todo o corpo te sentindo me aquecer no carinho de noites simples. Assim, distante do desimportante, perto do mais valia, você e apenas nós a nos importarmos com o certo amor.
A palavra de agora é a verdade de te querer mais que bem, saber no ser a razão de estar contigo.
Saudade.
Nossa vida.
Aqui, ainda ao pé de cansaço imenso, vejo o dia primeiro da distância anunciada.
Seus cachos, depois o rosto, o ombro e toda veste negra sempre preferida se escondendo por trás do fechar da porta.
A falta. A saudade.
Em pé, ao meu lado, a presença do quente toque na nuca gelada, seguindo e sorvendo o frio. Todo o corpo te sentindo me aquecer no carinho de noites simples. Assim, distante do desimportante, perto do mais valia, você e apenas nós a nos importarmos com o certo amor.
A palavra de agora é a verdade de te querer mais que bem, saber no ser a razão de estar contigo.
Saudade.
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