Espuma do desejo
frescor em olhos cobalto
beijou-te
fardo em minha pele quente
me calo
Curioso prazer
clichê da sedução
cheiro do falo
pernas em seda
fetiche
seu regalo
Espuma a banhar e bater
A mostrar e esconder
Apruma e entrega
Mostra-se e afasta
Espasmo de sedução
sua loucura
Curioso escárnio
egoísmo a lograr-me tristeza
Palavras em veludos
sorriso posado
olhos salgados
minha amargura
Espuma branca
Armadilha da vaidade
Brincadeira do tédio
sua traição
Finde-se sonho
água e salmoura em meus olhos
arde, seca e apaga
vai-se o brilho
meu refúgio
História de mesmo falo
revivo
revolve-me
vai e volta
seu desamor
Perde-se
para ganhar
minutos
tesão
foda
meu desapego
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sexta-feira, 14 de julho de 2017
segunda-feira, 26 de outubro de 2015
Beauvoir nos cabelos
Nem por isto o castanho e mais, sim, o loiro inesperado.
E por que Beauvoir?
Por descabelar,
Rebelar,
Retorcer,
Desarrumar,
Surpreender!
Espelhar no imperativo.
O loiro impossível do quem posso e sou, e daí?
Inquietude em seqüência de longos dias, tédio de dias indo e vindo e explodidos em fios blonds, pelo acaso tropecei naquelas fotos.
Aquelas imagens autodescritivas poderiam ou mesmo tinham legenda, mas estava fácil, nada a acrescentar: estava ali! O equilíbrio do planeta de volta! Ali entendi novamente o processo dos passados cabelos azuis e roxos traduzindo o que se passava por dentro. Como pude deixar aquela sensação boa da irreverência tanto tempo longe de mim? Agora sim, senti poder de novo.
Aqueles cabelos na certa são a legenda dos dias de hoje. Tradução em silver e black do impossível.
Importa o jeito. Desprogramável na mesma vida.
Improviso sem Chopin e com Ravel.
E por que Beauvoir?
Por descabelar,
Rebelar,
Retorcer,
Desarrumar,
Surpreender!
Espelhar no imperativo.
O loiro impossível do quem posso e sou, e daí?
Inquietude em seqüência de longos dias, tédio de dias indo e vindo e explodidos em fios blonds, pelo acaso tropecei naquelas fotos.
Aquelas imagens autodescritivas poderiam ou mesmo tinham legenda, mas estava fácil, nada a acrescentar: estava ali! O equilíbrio do planeta de volta! Ali entendi novamente o processo dos passados cabelos azuis e roxos traduzindo o que se passava por dentro. Como pude deixar aquela sensação boa da irreverência tanto tempo longe de mim? Agora sim, senti poder de novo.
Aqueles cabelos na certa são a legenda dos dias de hoje. Tradução em silver e black do impossível.
Importa o jeito. Desprogramável na mesma vida.
Improviso sem Chopin e com Ravel.
segunda-feira, 20 de julho de 2015
O simulacro
Debruçada sobre o baú de fotos antigas, a maleta das lembranças mais recentes.
O quase passado de há cinco meses.
Lá dentro, ela sabe, o conjunto das aparências espalhadas aos convivas de Babete permanece protegido. Pistas do contexto.
Olhos abertos, a legião de convivas displicente vagando pelo enredo de dois em pouco menos de uma geração desfilara e permanece ali a debochar dos revezes. Finos e seletos, o gosto oferecido àquelas línguas, os sons e mimos daquela dupla história devoraram o salão e as vidas. As fotos coloridas, o álbum de óperas e cinemas, as viagens, as declarações de amor em bilhetes e as fitas com certeza dormem confortáveis, acolhidos pelo passado recente, detalhes a comporem o nunca antes e o para sempre na carne de seletas trinta e cinco almas a se fartarem no mais completo êxtase de amor.
Protegidos pela memória a fazê-los verdade. A maleta como parte de uma vida.
Olhos abertos e dormência.
Perplexidade.
Espalhada nos pretextos de aventuras e prazeres, será possível ser apenas o simulacro de aparências de um passado recente? A vida revista. A profunda desesperança. Dor pelos passos a menos e os a mais sinalizados em outras direções. Como mariposas, voam imagens de outra boca dizendo "dearest", dentes exibindo alegria de memórias, passos sincronizados, dedos se esbarrando, almoço e livraria cultura. Caos! Desorientação.
Na tela de 72 polegadas, talvez mais, reportagem mostra Londres e o sub-texto das imagens se desfaz e remonta os passos ao Taste Museun, seguidos ao Shakespeare's Globe, a ponte sobre o Tâmisa, o antes irreal mundo imposto em sentimentos hoje parte inseparável de si mesma. As pistas na maleta, passado presente, vivo, reclamam a vontade louca pelos beijos dedicados, pela mão aquecida na nuca, a fala mansa, o gemido surdo. O amor.
O silêncio fora o exclusivo companheiro em dias, apagado, sofrido e respeitoso.
Esgotada, sem forças, embalada em margarita, devolve os sentidos abafados ao mundo vilão da realidade. Reclama o espaço, a promessa de amor, a fidelidade. Estranha e se estranha. Sofre em dobro.
Desmaio da alma.
Espreita está a vida, espera a calmaria, se esquece, se apaga, espera a maleta de memórias se reabrir e os dois se amarem como loucos
... no palco dos convivas,
...longe dos desejos de almas intrusas,
...para sempre olhar por dentro de seu doce amado e enxergar a mesma doçura feita em amor para uma vida inteira e para além dela.
Ficar ali, em suspense, aguardar a verdade se deixar passar e se enxergar mentira na ilusão deixada no passado.
Ser presente na maleta de memórias.
O quase passado de há cinco meses.
Lá dentro, ela sabe, o conjunto das aparências espalhadas aos convivas de Babete permanece protegido. Pistas do contexto.
Olhos abertos, a legião de convivas displicente vagando pelo enredo de dois em pouco menos de uma geração desfilara e permanece ali a debochar dos revezes. Finos e seletos, o gosto oferecido àquelas línguas, os sons e mimos daquela dupla história devoraram o salão e as vidas. As fotos coloridas, o álbum de óperas e cinemas, as viagens, as declarações de amor em bilhetes e as fitas com certeza dormem confortáveis, acolhidos pelo passado recente, detalhes a comporem o nunca antes e o para sempre na carne de seletas trinta e cinco almas a se fartarem no mais completo êxtase de amor.
Protegidos pela memória a fazê-los verdade. A maleta como parte de uma vida.
Olhos abertos e dormência.
Perplexidade.
Espalhada nos pretextos de aventuras e prazeres, será possível ser apenas o simulacro de aparências de um passado recente? A vida revista. A profunda desesperança. Dor pelos passos a menos e os a mais sinalizados em outras direções. Como mariposas, voam imagens de outra boca dizendo "dearest", dentes exibindo alegria de memórias, passos sincronizados, dedos se esbarrando, almoço e livraria cultura. Caos! Desorientação.
Na tela de 72 polegadas, talvez mais, reportagem mostra Londres e o sub-texto das imagens se desfaz e remonta os passos ao Taste Museun, seguidos ao Shakespeare's Globe, a ponte sobre o Tâmisa, o antes irreal mundo imposto em sentimentos hoje parte inseparável de si mesma. As pistas na maleta, passado presente, vivo, reclamam a vontade louca pelos beijos dedicados, pela mão aquecida na nuca, a fala mansa, o gemido surdo. O amor.
O silêncio fora o exclusivo companheiro em dias, apagado, sofrido e respeitoso.
Esgotada, sem forças, embalada em margarita, devolve os sentidos abafados ao mundo vilão da realidade. Reclama o espaço, a promessa de amor, a fidelidade. Estranha e se estranha. Sofre em dobro.
Desmaio da alma.
Espreita está a vida, espera a calmaria, se esquece, se apaga, espera a maleta de memórias se reabrir e os dois se amarem como loucos
... no palco dos convivas,
...longe dos desejos de almas intrusas,
...para sempre olhar por dentro de seu doce amado e enxergar a mesma doçura feita em amor para uma vida inteira e para além dela.
Ficar ali, em suspense, aguardar a verdade se deixar passar e se enxergar mentira na ilusão deixada no passado.
Ser presente na maleta de memórias.
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