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segunda-feira, 23 de novembro de 2015

SOBRE COMO LIMPAR A MESA E ENCHER A MENTE DE MOMENTOS...

Olho esta mesa e nela o branco do vazio de papéis, canetas, pastas, documentos, compromissos...
Nela, o branco de estar livre de prisões e largar no intervalo da saudade as lembranças de você, de mim, de outros, de vida e de intervalos.

Estou perfeita por existir no conjunto de você, de meu amor por você, por sua linda filha, por nossos momentos, na prévia de procurar o vestido ideal da madrinha criada na cabeça doce de quem me queria perto...atenção nunca esquecida seja na delícia de fazer desta grande data a pré=estréia de nosso dia. Que semana! que felicidade partilhar momento lindo de linda Alicia! Seja na delícia de pensar na lembrança que fosse a nossa cara para os convidados a levarem para sempre em seus dias. O carinho que abraçasse nossos convidados.  A pré-estréia da Alicia em seu mundo novo preencheu um mundo desconhecido de emoção e iniciou uma jornada direto para as estrelas.
Limpar a mesa de acúmulos me levou ao lugar certo: ao registro das memórias para sempre em meu DNA. Nada para acumular do que não interessa. 
Acumulo somente memórias. Todas elas. Perfeitas em emoção na memória de Pedra Lua, do altar criado com dois filhos do outro lado, um filho me apoiando na entrada e eu magnífica te olhando com os olhos do eterno amor e ouvidos para sempre completos de sua doce voz me dizendo e fazendo a mulher mais ˜beautiful to you˜

Começo de um tempo que não quero que nunca se acabe....

terça-feira, 21 de julho de 2015

Mon chien

Algum dia me deu preguiça levantar de madrugada, acalmar seu choro.
Deu cansaço fazer a mesma rotina... o limpa, troca, alimenta, cuida de sempre.
Imperfeito amor humano de cansaço e recuo.
Por muitas vezes pensei ser além do que consigo, por esgotar forças em outras atenções que de longe não trocaria. 
Nenhum que tivesse carinho por mim igualável ao seu. 
Nenhum capaz da expressão de lealdade quanto a sua. 
Nenhum que reconhecesse minha presença mesmo sem enxergar, mesmo com sua rabugice e independência usuais, rebeldia de carinho de igual tamanho à reação eufórica em sentir minha presença. 
Sem romantismo algum, vale lembrar, temos uma relação de recompensas feitas por estes dezessete anos entre carinhos e brigas, biscoitos e banhos, recompensas e desavenças. 
Mas são dezessete anos.
Ser altiva mesmo com limites da visão.
Apresentar-se todos os dias mesmo no compasso da artrite.
Dezessete anos..., mais de oitenta dos humanos, quisera chegar a eles com esta calma na vida (mas sem os puns diários! aff !)
De uns tempos para cá, por um pouco de sabedoria tardia talvez, importa mais ter o sobressalto de sonhos me colocando de pé em madrugada fria que ter um grande vazio naquela caminha pequena.
O sacrifício é um pensamento muito rápido levado rápido pela realidade que se sabe lá quanto anos a mais teremos para nos vermos.
Sua rabugice me encanta, mostra charme.
Seus puns são graças revoltantes assumidas por essa família que você atura.
As cacas de Nagasaki são primores de Balzac ou Van Gogh...obras primas!
Veterinários são invejosos de plantão e sabemos deixá-los irritados, vencemos sempre!
Te carrego no coração, com seu jeito e meu jeito imperfeitos.
Me faz maior do que sou, me faz superar egoísmo diário, insistir sempre por você, babá de meu Paulinho, princesa desta casa, anjinho que a vida ainda me mantém e que me faz muito feliz, minha linda petzinha.



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