sexta-feira, 17 de julho de 2015

Sempre aqui

Ao pé do cansaço, além dele, o doce esparramar em azul marinha e almofadas xadrezes, estampadas cores fortes de vida escolhida.
Nossa vida.
Aqui, ainda ao pé de cansaço imenso, vejo o dia primeiro da distância anunciada. 
Seus cachos, depois o rosto, o ombro e toda veste negra sempre preferida se escondendo por trás do fechar da porta.
A falta. A saudade. 
Em pé, ao meu lado,  a presença do quente toque na nuca gelada, seguindo e sorvendo o frio. Todo o corpo te sentindo me aquecer no carinho de noites simples.  Assim, distante do desimportante, perto do mais valia, você e apenas nós a nos importarmos com o certo amor. 
A palavra de agora é a verdade de te querer mais que bem, saber no ser a razão de estar contigo.
Saudade.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Finiteness...like white

Painting our destiny.

Without pain, without passion.

Only a white color I painted my destiny.

Today, my only pleasure is see my destiny passing by the simply destiny line to other destinies.

Only because it is possible, because I dont have fear to the unexpected things.

 I have inside me one irreparable heart, one miserable heart that makes no sense and puts me inside out, makes me happy or sad if it wants...

...and if you want too.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Auto-retrato


Cecília Meirelles

Se me contemplo,
tantas me vejo,
que não entendo
quem sou, no tempo
do pensamento.



Vou desprendendo
elos que tenho,

alças, enredos...

Formas, desenho

que tive, e esqueço!
Falas, desejo
e movimento
— a que tremendo,
vago segredo
ides, sem medo?!

Sombras conheço:

não lhes ordeno.
Como precedo
meu sonho inteiro,
e após me perco,
sem mais governo?!

Nem me lamento

nem esmoreço:
no meu silêncio
há esforço e gênio
e suave exemplo
de mais silêncio.

terça-feira, 12 de maio de 2015

Prematuros ou a fragilidade da vida


Baixo peso. 
Olhos fechados. 
Choro por reflexo.
Tremor.
Fragilidade soprando lágrimas.
Espanto, tristeza e esperança. 
Vida e morte.
Um minuto a mais, uma eternidade.
Do agradecimento à injúria.
Orações.
Na sala ao lado, a sentença corre entre idas e vindas de passos que não pode acompanhar.
As lágrimas que escaparam ao falar sobre seu filho abençoado e prematuro de apenas 1 kilo bastaram. Estar lá seria detalhe, entendemos que estes momentos nunca se apagarão da vida daquela mãe jornalista Thais Herédia. 
Aquela lágrima expôs a dor de quem viu o perigo.
Leoas defendem a cria. É assim.
Ficam em alerta, rondam o território, aguçam os sentidos, acompanham, cuidam. É instinto. Natural.  Como se o ciclo se cumprisse, a força decisiva à absolvição. Sem este alerta, com o instinto adormecido, uma mera cria frágil à deriva de passos pela sala, de fios e tubos, de manta, da incubadora, dos olhos e falas estranhas.  Mas esta estava acordada.
Leoas desejam ser leoas.
Protegê-las com meias-palavras é dor para sempre e da pior espécie, a da ausência. O ciclo se interrompeu. Cicatriz por estar à parte, uma leoa vista em porcelana, instinto predador aviltado, corrompido. O ciclo nunca se completará e o rugido fica assim, como está hoje, em alerta, olhando assombrações, supondo alertas. Muito pano pra pouco divã.
Fica a dica, leoas preferem ser leoas. 
Thais Herédia, você é uma leoa e agiu como uma. Grande sorte a sua! Grande sorte a minha compartir do seu momento e entender o meu.






quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Minutos

Bem perto e fácil.
Alicia, pleasure to meet you!
Really!
Em cores e HD, de sandálias, abraçada à querida Fátima, em carinhos completos, em cuidados e felicidade inteiros. 
Prazer em conhecê-la num dia inteiro, observar seus amigos que têm uma parte da Alicia então distante. Vi casamentos demais e de menos, festas intermináveis, estressantes porque a preocupação vinha de vésperas, preparativos intermináveis à beira de transformar o fim do evento como o término do drama. Noiva muito irritada com os planos que se tornaram outros, imprevisto transformando o desejo na alternativa B possivel. Os dias seguindo e você nao tinha o vestido que queria vestir, a  sua música não mais tocada pelo som daquele órgão especial da igreja barroca mineira e sim pelo piano elétrico e violino do maestro do plantão, não tinha a sandália mágica de correr por todo o salão com se descalça estivesse todo o tempo. Diversos outros nãos. Não  ver onde estava o melhor amigo que jura ter ido à festa, não abraça demorado a sogra que lhe deu o prazer de viver este momento na companhia do amor da vida e de emprestá-lo como marido. Não beijar a mãe e amiga horas seguidas de amor e cumplicidade de mulher. Não ter conversa  de filha de negócios e carinho com o pai, lunáticos que são por devorar tudo o que o mundo tem a oferecer.
Vi todos estes nãos em casamentos de muitas noivas e que são SINS no seu, minha querida e muito amada Alicia.
Sim, teremos iportunidade como poucos tiveram de tê-la tão perto e repartir seu momento de felicidade. 
Sim, abraçaremos muito.
Sim, beijaremos muito.
Sim, seu vestido é i que você desejou.
Sim, sua sandália vai te fazer voar com o glamour de princesas modernas.
Sim, tem mãe, pai, sogros, tias, marida, amigas, boadrastra, time...por tidos is lado, pra rir, beijar e abraçar.
Sim! 
O grande Sim!!!
Obrigada por estes dias maravilhosos que viveremos pela visão sensível de amar que vicê e Jay tiveram para este momento especial de vida com as pessoas que lhes são caras.
Obrigada, muito carinho assim nunca estraga... Só fica melhor a cada dia!
Beijo enorme e felicidades pra sempre ais dois!
Amo vocês, família!

terça-feira, 15 de abril de 2014

Cabelos roxos, casmurro roxo

Quando o que se quer é ser.
Ser roxo, ser casmurro, levantar bandeiras, ajustar o prumo, achar o justo, aprumar, achar o tom e se achar.
O tom pode ser do roxo rebeldia, de direitos, uma fala pelas mulheres,  aquelas doces transformistas ajustadas em ternos e coletes. 
Mas pode ser o roxo tristeza de ver o doce menino aqui casmurro derrotando dragões, abraçando o vento, iludindo seus sonhos por desesperançados inoperantes.
Se trago o roxo nos cabelos, estava desde sempre na alma e assim segui, por aí, pelo faro e pelo o quê acredito. Chuto portas, faço discursos de quem brota sangue pelos olhos, vive pela verdade e lealdade. Sabe em quê? Nos que seguem a liberdade dos desejos. Sonham. Fazem por eles. Sinto o cheiro bom da liberdade. Este cheiro atraem iguais. Se cheiram. Se seguem.
Transformam.
Transformam por sonhos. 
Sempre astearia bandeiras com pessoas assim, às vezes casmurros, no fundo meninos.

domingo, 13 de abril de 2014

A bossa nova, o que roubou?

Roubou o Sobral maior, que ainda assim exibiu-se intolerante à injustiça, clamou falas de ordem, invadiu o noticiário, cortou os versos do Vinícius, ah, Vinícius...
Ouvia dia e noite. Sabia cada música uma após outra, a sequência, as letras, as pautas, as entradas de Toquinho. 
O dia estaria sempre em ordem se tocado pela ordem da voz grave e arranhada desse namorador condenado.
A sua Bossa Nova nada a servir àquela ditadura escondida de mim, nas ruas, em casa, nada a dar pistas de que o mundo era outro. Vendia sentimento, vendia paiixão, amor, amor pelas mulheres, o deus da mulher.
Anos de calma, sem enxergar... 
Rio de Janeiro, da garota de Ipanema, na esperança de saber o que é o amor.
Rio de Janeiro, da rural sem placa, de estudantes sumidos.
Ah, me penitencio por amar a Bossa Nova. Vinícius, amado Vinícius, como amei e vivi seus versos...nem seriam pecado pois lindos como são, o mundo sempre seria perfeito nos versos do meu poeta. Ah, falava em sua voz rouca sobre ser tola e apaixonada em cada dor dos sonhos por príncipes e princesas felizes.
Briguei contigo, Vinícius.
Nem por algo mal feito, sim por meu mal feito. 
Sobral inteiro, exigente consigo, penitente, te vejo hoje, na tela de um 2014 sem censura.
Cavaleiro de Prestes. Bandeiras estendidas pelos direitos do cidadão. 
Sobral independente de facção se não a da justiça.
Recupero Sobral, reencontro-me com Vinícius. Partes iguais de ser gente.
Partes que somos.
Luta por amor e por justiça.

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